Finais

Pra terminar bem a competição, convidamos o jornalista Leandro Iamin, do podcast Meu Time de Botão, pra narrar as duas finais: Portuguesa de 1996 x Fluminense de 1984, pela Série Prata, e Vasco de 1997 x Ponte Preta de 1981, pela Série Ouro. Os torcedores das quatro equipes – Mário Manuel pela Lusa, Felipe Lyra pelo Fluminense, Alex Costa pelo Vasco e Donizete Rosa pela Ponte Preta – fizeram as vezes de comentaristas.

Em um jogo muito disputado, a Ponte Preta terminou como a grande campeã da Série Ouro, depois de empatar com o Vasco por 1 a 1 no tempo normal, gols de Toninho Oliveira pra Ponte e Alex pro Vasco, e vencer com gol do camisa 10 Dicá na prorrogação. Parabéns pra Macaca!

Na Série Prata, o Fluminense ficou com a taça ao vencer a Portuguesa por 2 a 1 no tempo normal, de virada. Walmir abriu o placar pra Lusa, mas um endiabrado Romerito fez dois gols e levou o Flu ao caneco.

A artilharia ficou com Pelé, do Santos de 1962, com 5 gols, seguido pelo cruzeirense Tostão e pelo pontepretano Dicá, com 4.

E assim terminou a primeira edição da Taça Cleber Cajazeira de futebol de botão, no dia em que o “Clebinho” faria 72 anos. Ficam a saudade e a homenagem!

Semifinais da Série Ouro

As semifinais da Série Ouro da Taça Cleber Cajazeira teve como convidado Fabrício Pimenta, preparador físico do Corinthians, um grande contador de causos e histórias sobre o futebol profissional.

A conversa foi a de maior número de perguntas vindas do chat desde o início do torneio. Falamos de base, de profissional, de nuances e situações envolvendo treino e jogo, causos divertidos de jogadores famosos ou nem tanto, e terminamos fazendo uma relação entre o masculino e o feminino. Estiveram também no debate Bruno Parreiras, Helsom Teixeira, Donizete Rosa e Alex Costa.

No Cajazeirão, no primeiro jogo das semis, o Corinthians de 1998 empatou com o Vasco de 1997 por 2 a 2 no tempo normal, dois gols de Ricardinho pelo lado paulista e gols de Valber e Ramon para os cariocas. Na prorrogação, Sorato e o icônico Nasa marcaram de levaram o Vasco à final com um incontestável 4 a 2.

No segundo jogo, a Ponte Preta de 1981, depois de eliminar o Santos de 1962, terminou o serviço na década de 1960 despachando o Cruzeiro de 1966, melhor campanha até então, com uma vitória por 2 a 1 no tempo normal. Gols de Chicão e Dicá para a macaca e de Hilton Oliveira para a raposa, num jogo que teve mais 5 bolas na trave.

A grande final, então, será um repeteco do Grupo B, quando na primeira fase a Ponte venceu o Vasco por 3 a 1. Vem a vingança ou a Ponte confirma a superioridade?

Semifinais da Série Prata

A Taça Cleber Cajazeira teve como convidado nas semifinais da Série Prata Fernando “Toro” Thuler, membro do Setor 2, a “barra” do Juventus da Mooca. O tema da discussão foi futebol, psicodelia e contracultura.

Estiveram no debate Mário Manuel, Luca Fuser, Felipe Lyra e um convidado surpresa, Leandro Iamin. O papo foi menos psicodélico e mais sobre futebol, cultura(s) e transformações, partindo do fato de que nenhum/a dos/as torcedores/as da Taça Cleber Cajazeira escolheu uma escalação do século XXI de seus clubes e viajando pelas diferenças, no campo e fora, entre o futebol que crescemos vendo e vivendo e aquele que se joga hoje, com uma discussão particularmente grande sobre o VAR, as câmeras e as suas consequências.

No Cajazeirão, no primeiro jogo, a Portuguesa de 1996 devolveu a goleada sofrida na fase de grupos (4 a 0) para o Flamengo de 1992 vencendo por 3 a 0, gols de Alex Alves, Caio e Capitão. É a primeira finalista da Série Prata!

No segundo jogo, o Santos de 1962 saiu na frente do Fluminense de 1984 com Pelé, mas Tato e Romerito viraram o jogo pro Tricolor. Pelé ainda chutou uma bola na trave, mas não deu: o Flu ganhou por 2 a 1 e pega a Lusa na final da Série Prata.

Quartas de final – parte II

As quartas de final da Taça Cleber Cajazeira fecharam tendo como convidado Raphael Henrique, fundador dos Meninos Bons de Bola, o primeiro time trans do Brasil. O tema do debate foi exatamente esse: transgeneridade e futebol.

Participaram como convidados Luca Fuser, Bruno Parreiras e Isa Bottini. A conversa, ótima, foi sobre os desafios e as conquistas dos homens trans no futebol amador e profissional, os constrangimentos nas arquibancadas, o silêncio da mídia, as responsabilidades e possibilidades dos clubes e o papel das torcidas nessa luta. Ah, também rolou uma discussão importante sobre a relação conflituosa com a própria comunidade LGBTQIA+.

No Cajazeirão, no primeiro jogo, Ponte Preta de 1981 e Santos de 1962 empataram em 1 a 1. A Ponte saiu na frente com Osvaldo, mas Pelé empatou no último lance do jogo. A prorrogação ficou no zero e nos shootouts (isso mesmo) o Santos errou os cinco e a Ponte acertou um, com Dicá. Macaca na semi da ouro, Peixe na semi da prata!

No segundo jogo, o Cruzeiro de 1966, melhor time do campeonato, não saiu do zero com o Fluminense de 1984. Mas, na prorrogação, Evaldo abriu o placar para o time celeste e o lateral-direito Pedro Paulo fechou a conta: 2 a 0 e Cruzeiro na semi da ouro. O Flu vai pra semi da prata.

Quartas de final – parte I

A abertura das quartas de final da Taça Cleber Cajazeira contou com o professor e psicólogo Alessandro de Oliveira Campos, host do podcast Homem a Homem. A discussão foi sobre violência, agressividade, homoerotismo, paternidade e tudo mais que gira em torno da relação (quase?) umbilical entre masculinidade e futebol.

Participaram como convidados Isa Bottini, Mário Manuel, Paulinho Pace e Alex Costa. O papo foi muito bom e passou por diversos assuntos: começou falando de agressividade e violência e seguiu abordando as resistências femininas no futebol, na escola, nas arquibancadas, as diferentes masculinidades possíveis (cabem outras masculinidades no futebol?), o tabu da homossexualidade e a importância de, pra além de pessoas individuais, as instituições envolvidas no jogo se posicionarem e efetivamente agirem.

Enquanto isso, no Cajazeirão, dois grandes clássicos nos anos 1990: Corinthians de 1998 x Portuguesa de 1996 e Flamengo de 1992 x Vasco de 1997.

No primeiro jogo, o Timão venceu a Lusa por 2 a 0, gols de Rincón e Luizão.

No segundo jogo, o clássico carioca terminou 0 a 0, e na prorrogação Ramon fez o gol que colocou o Vasco nas semifinais.

A noite foi preta e branca no campinho.

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